Introdução
Atenção: tal qual um mangá, esse livro não começa pela frente, por sua introdução. Há um breve esclarecimento anterior, comece por lá. Depois, já pode chegar por aqui sim, liberado.
Como funcionará esse livro?
Bem, obrigada por estar aqui, acredito que uma parte muito
especial da vida diz respeito a contar e a ouvir histórias, para mim, esse é um
dos tipos de experiência que mais conecta as pessoas (além disso, é muito
terapêutico).
Esse livreto conta com várias histórias sobre a minha avó,
como você já deve ter deduzido pelo título. Esses relatos foram escritos ao
longo de muitos e muitos anos, porque eu sempre gostei de escrever e minha avó
sempre gostou de aprontar.
Algumas das narrativas a seguir possuem um intervalo de dez
anos entre elas, eu estava saindo da adolescência e entrando na fase adulta. É
possível notar, portanto, que meu jeito de escrever mudou, porque eu mudei. Talvez,
nas próximas histórias que escreverei a mudança seja menos perceptível, mas da
adolescência para a “adultecência”- especialmente, com a entrada na faculdade
e, anos depois, com a conclusão do curso superior – minha mudança de escrita
foi mais acentuada.
Fiz questão de manter a linguagem que a Liz do passado usou,
achei que seria desrespeitoso comigo de ontem, e isso porque, não gosto de
invalidar as percepções, pareceria -
para mim – uma espécie de juízo anacrônico. Afinal, não é porque aprendi a usar
expressões como “juízo anacrônico” que sou mais ou menos contadora de histórias
agora.
Além disso, buscando os relatos que trago aqui, fiquei feliz
em saber que eu mudei, mas que o amor e amizade que eu tinha – e tenho – com a
minha avó foram uma constante na minha existência. Liz criança, Liz adolescente
e Liz adulta, todas gratas por terem uma vovó Gadinha cheia de peripécias.
Por respeito e por afeto, então, mantive a narrativa e datei
os capítulos com a época em que foram compartilhados por mim em algum lugar:
seja em um arquivo de word jamais divulgado, seja em um dos vários blogs que
mantive e que usei para contar sobre as aventuras da minha avó, seja nas redes
sociais.
É preciso dizer que você pode encontrar erros de digitação,
de escrita ou de outro tipo por aqui, esse é um projeto bem amador. É uma
homenagem grande de sentimentos e sem profissionalismo. Digo isso, na verdade,
mais para minha mania perfcionista do que para vocês, desculpem.
Espero, enfim, que todos se divirtam com as presepadas de
Dona Gadinha. Espero que todos lembrem dela com a alegria devida. Vamos às
histórias.

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